segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Visita à Associação Pão e Paz – Associação de Solidariedade Social

Na passada semana visitei a associação com a qual gostaria de desenvolver ou propor o meu projecto.
Durante a visita a esta associação entrevistei a directora e na mesma sala encontrava-se a assistente social que nos elucidou sobre assuntos mais técnicos.

Esta associação chama-se “Pão e Paz – Associação de Solidariedade Social”, existe desde 2001 e encontra-se sediada em Évora.  É uma instituição particular de solidariedade social (IPSS) sem fins lucrativos e que brotou do coração de cristãos (Cap.1, Art.1º, estatutos da associação Pão e Paz – Associação de Solidariedade Social).

Nesta visita à associação constatei que se encontram numa casa muito pequena para a quantidade de pessoas que ajudam, actualmente são cerca de 90 pessoas que a associação ajuda sem contar os cabazes que oferecem para pessoas que cozinham em casa. O número de pessoas que a Associação tem vindo a ajudar desde que foi criada tem vindo a aumentar, por um lado isto é preocupante mas,  por outro é louvável o trabalho que esta associação tem feito por estas pessoas, tal como o facto de estarem sempre de portas abertas a toda a gente independentemente da raça, religião, cor, país ou lingua dos que lhe pedem ajuda. É um facto importante e que acho que merece ser reconhecido.

Segundo os estatutos, a Associação tem como objectivo principal, servir os carenciados, proporcionando-lhes:
1-      Uma refeição quente, diária, na instituição ou na sua própria casa, caso não se possam deslocar;
2-      Possibilitar higiene pessoal e tratamento de roupas;
3-      Dormida temporária aos sem-abrigo.

De acordo com o que pude observar, as instalações desta associação não são suficientes para o crescente numero de pessoas necessitadas de ajuda e de cuidados desta ordem. Contudo, para colmatar esta lacuna, tal como a falta de apoio monetário, a associação tem vindo a realizar inúmeros eventos de formar a conseguir mais ajudas financeiras de forma a que, um dia mudar para um sitio melhor e com mais condições, principalmente ao nível da cozinha e sala de jantar pois, neste momento só existem 8 lugares à mesa, numero insuficiente para a quantidade dos que precisam.

A Associação abrange sobretudo, a cidade de Évora e o seu concelho, também é importante referir que ao nível local esta recebe apoios de algumas instituições em termos alimenticios, de electrodomesticos,etc. Contudo, em termos sociais todos os apoios são bem vindos, principalmente tendo em conta o contexto actual que vivemos.

Após a entrevista e a visita, pareceu-me ter havido interesse por parte da associação no projecto que tenho vindo a propor, contudo primeiro é necessário definir prioridades e a principal agora é aguardar que a associação se mude para um local onde tenham mais condições e uma cozinha maior para ajudar nos objectivos a que se propõem. 

Margarida Piçarra Navalhinhas

Análise do texto “ A Pobreza e a Exclusão Social: Teorias, Conceitos e Políticas Sociais em Portugal”


Tal como prometido, aqui vai a análise do texto que referi no ultimo post. Peço desculpa pelo tempo e pela análise simplista que fiz, contudo e neste momento, não achei necessidade de aprofundar este tema tão extenso, tão profundo e tão teórico, contudo, claro que no projecto aprofundarei mais o tema. Em baixo, apresento a análise e no fim uma pequena reflexão e enquadramento pessoal do tema com o meu projecto.

            A utilização do conceito de exclusão social  é relativamente recente, contudo à medida que o uso do mesmo se generaliza, muitas vezes este torna-se confuso e equívoco nos seus significados. Assim, e segundo os autores, é necessário construir uma definição mais completa e operacionável.
            A exclusão social surge com a agudização das desigualdades, como referem os autores. Isto significa que, sendo a desigualdade um principio inerente a qualquer estrutura social, será de esperar diferentes capacidades de acumulação e de articulação dos recursos pelos actores de uma dada sociedade. Com a acentuação dessas desigualdades já existentes, surge a exclusão. Esta ocorre quando existe uma desarticulação entre os actores que possuem recursos e por isso os mobilizam no sentido de uma participação social, e aqueles que por não os possuirem se tornam incapacitados de o fazer e assim, de participarem na vida social da sua comunidade ou ate mesmo da sociedade onde se inserem.
            Podemos então dizer que, exclusão opõe-se a integração social, sendo assim igual à “não participação” dos individuos na sociedade.
            No fundo, a exclusão configura-se:
- Como um fenómeno multidimensional (um ou vário fenómenos sociais (desemprego, discriminação, pobreza,...) que interligados contribuem para produzir o “excluído”);
-  tem um carácter cumulativo, dinâmico e persistente;
- Contém no seu núcleo processos de reprodução (através da transmissão geracional) e de evolução (como o surgimento de novas formas).
No fundo, o excluído encontra-se numa situação de espiral, pois, estando fora do universo material e simbólico da sua comunidade ou sociedade este sofre a acção crescente da rejeição, que por sua vez, culminará, se nada for feito para inverter a situação, na incorporação de um sentimento de auto-exclusão.
Em termos sociológicos, a exclusão social enquanto conceito com relevância teórica neste campo, substituiu o conceito de pobreza nos debates nos finais dos anos 80, querendo acentuar aspectos mais complexos do que o das condições somente económicas da vida em sociedade. Aliás, já sociólogos do século XIX, como Durkheim e Simmel haviam-se debruçado sobre temas da exclusão social.
Assim, e citando Lamarque (1995), citado pelos autores, a exclusão é produto de um défice de coesão social global, não se reduzindo a fenómenos individuais nem a simples agregações de situações.
Uma das importantes dimensões da exclusão é a dimensão simbólica. Importa tê-la em conta no estudo deste fenómeno pois, esta é no fundo, a transformação ou até mesmo construção da identidade ou “nova” identidade do individuo excluido (rejeitado de um certo universo simbolico de trocas e transacções sociais devido a inumeros factores), identidade esta que será inevitavelmente composta por um sentimento de inutilidade. Ligado à sua própria incapacidade de superar desafios e obstáculos da vida e ainda os processos que acentuam a exclusão. Esta dimensão parece-me importante visto ser a partir da exclusão e dos processo de exclusão que esta se forma mas que se formando ou transformando, irá ter repercussões na própria comunidade e sociedade em que o individuo se insere.

Outro ponto relevante do texto é a relação entre o conceito de exclusão social e o de pobreza.
No texto, os autores referem que, nas sociedades modernas ocidentais a pobreza e a exclusão social se reforçam mutuamente. Após, a leitura do texto o que posso concluir acerca desta relação e de forma muito sintética, é que a exclusão gera pobreza, estando assim os dois conceitos em intima relação. Imaginemos um circulo grande com outro circulo mais pequeno no seu interior, a exclusão seria o circulo grande e a pobreza o circulo pequeno no seu interior, no fundo é a ideia de que a exclusão abarca a pobreza. Fenómenos de exclusão levaram, se nada for feito para alterar a situação, a situações de pobreza. Assim, a pobreza é uma das dimensões, e talvez a mais variavel, do conceito de exclusão social.
Contudo, e apesar da relação que estes dois conceitos possuem, existem diferenças conceptuais entre eles. Segundo Pereirinha (1992) cit. Em E.V.Rodrigues et all, “o conceito de pobreza analisado enquanto situação de escassez de recursos de que um individuo ou familia, dispõem para satisfazer necessidades consideradas mínimas, acentua o aspecto distributivo do fenómeno (...). Já o conceito de exclusão social acentua os aspectos relacionais do fenómeno, quando encaramos este conceito enquanto situação de inadequada integração social”. Penso que a distinção apresentada nesta citação, demonstram bem a diferença conceptual entre os conceitos e a necessidade de os estudar em complemento um com o outro.
É importante também referir que, o conceito de pobreza sofreu um processo de evolução, contribuindo para uma desmultiplicação do conceito em várias dimensões que procuram enquadrar novas realidades associadas à pobreza. Assim, surgiram dicotomias, tais como pobreza absoluta/relativa, pobreza rural/urbana,etc. Não irei entrar por este tema de forma a não me perder, contudo esta desmultiplicação tem de ser tida em conta, na minha opinião, quando se estudam estes fenómenos de forma a que, o estudo se torne o mais abrangente e completo possivel.
O texto aborda ainda abordagens teóricas sobre a pobreza, tais como a culturalista e a sócio-económica, deixo aqui o meu apelo a quem quiser e tiver interesse nestes temas para que leia este texto pois pareceu-me abarcar de forma completa muitos dos assuntos relacionados com estes conceitos.

Prosseguindo na análise, o artigo continua focando-se nos tipos de exclusão social, nas categorias sociais vulneraveis a exclusão e nas mais desfavorecidas, caracterizando-as e enquadrando-as nas formas tradicionais e depois com dimensões como o emprego. De seguida, os autores fazem uma breve distinção de trabalho, emprego e desemprego, enquadrando-os com a precariedade e com a inserção dos individuos na sociedade. Afirmam também a importância dada pelas politicas sociais ao fenómeno do combate ao desemprego (sendo este fonte de desigualdade e por sua vez, de exclusão).

            Os dois últimos conceitos que me parecem importantes de referir e que o artigo declara são: integração e inserção social.
            Como já referi, o conceito de exclusão social está, por oposição, relacionado com o de integração social. Assim, justifica-se numa lógica do problematização do conceito de exclusão social, colocar a par o conceito de integração social.
            Como referem os autores a integração designa-se como “o processo que caracteriza a passagem das pessoas, famílias ou grupos das situações de exclusão para as de participação social e cidadania.” (CIES/CESO I&D, 1998:9).
         A condição básica para se operar a integração é que esta deve pressupor, e ctio os autores, delegação de poder e os excluidos os grupos empobrecidos devem ter necessariamente uma participação activa no funcionamento de grupos sociais organizados.
            A integração passa ainda por 4 sistemas que devem interagir entre si:
                - o sistema político-jurídico (deve operar a integração cívica e política)
                - o sistema económico e territorial (pressupõe a integração sócio-económica num dado espaço)
                - o sistema de protecção social (proporciona a integração social)
                - o sistema familiar, comunitário e simbólico (devem realizar a integração familiar e na comunidade mais abrangente).
            Como referem os autores, numa sociedade de lógica produtivista, a integração apoia-se na actividade profissional, e por sua vez, as políticas de combate à pobreza e exclusão social assentam na noção de integração social, formando-se uma espécie de ciclo. A outra ponta deste ciclo pode dizer-se que é a inserção social. Para facilitar a percepção teórica de todos estes fenómenos, podemos dizer que a integração visa promover a inserção social.
            Vale a pena, na minha opinião, atender à definição que os autores colocam no artigo para este conceito, assim inserção social será “duplo movimento que leva, por um lado, as pessoas, familias e grupos em situação de exclusão social e de pobreza a iniciar processos que lhes permitam o acesso aos direitos de cidadania e de participação social e, por outro lado, as instituições a oferecerem a essas pessoas, familias e grupos reais oportunidades de iniciar esses processos, disponibilizando-lhes os meios, dando-lhes apoio” (CIES/CESO I&D, 1998:9;Capucha,1998).
            Este conceito relaciona-se também com as politicas sociais como vimos anteriormente e com o conceito de protecção social que se entende como um sistema que tem como objectivo diminuir os efeitos mais graves das desigualdades sociais. Para isso previligia a concretização de acções de apoio e inserção assentes em politicas sociais que restituam as capacidades e direitos das pessoas em situação de pobreza ou exclusão, para o exercicio da cidadania.

            Por fim, o texto apresenta uma síntese evolutiva das tendências de sentido da legislação das grandes áreas de intervenção: saúde, habitação, família e justiça. Nesta análise não irei aprofundar este ponto, contudo vale a pena e em jeito de conclusão, aquilo que os autores também referem relativamente, às politicas de protecção social e à sua execução, e que é o deslocamento do papel tutelar do Estado com o progressivo envolvimento de entidades radicadas na sociedade civil, tornando-se parceiros na prossecução dessas políticas. Na minha opinião, e visto a crise que vivemos parece-me ser este o futuro e ser este o caminho que devemos seguir de formar a melhorar e assegurar a vida de tantas pessoas e famílias em situações de pobreza ou de exclusão.

            Para terminar, gostaria de referir que todos estes temas estão muito relacionados com o meu projecto pois o objectivo final do mesmo será diminuir a exclusão social promovendo a inserção social dos individos e a sua integração na sociedade de forma a, e em termos globais, diminuir as desigualdades sociais, com a execução de politicas de protecção social adequadas e com a participação envolvente da sociedade civil (atraves de voluntarios e de pessoas interessadas em ajudar quem mais precisa). Na minha opinião, só com a envolvênvia destes actores sociais e é claro do nosso público-alvo (pessoas em situação de exclusão ou pobreza) é possível operar mudança e tornar as assimetrias cada vez menores na sociedade em que vivemos e no mundo globalizado em que nos inserimos.

Margarida Piçarra Navalhinhas

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

1ª Análise do texto “ A Pobreza e a Exclusão Social: Teorias, Conceitos e Políticas Sociais em Portugal”

            Na passada semana e inclusivamente nesta, tenho-me debruçado sobre um artigo denominado “ A Pobreza e a Exclusão Social: Teorias, Conceitos e Políticas Sociais em Portugal” cujos autores são Eduardo Vítor Rodrigues, Florbela Samagaio, Hélder Ferreira, Maria Manuela Mendes e Susana Januário.
Este artigo tem-me levado grande parte do tempo, na medida em que, me parece muito importante continuar na linha condutora que defini para o projeto e que tem como base conceitos como a exclusão social e a pobreza.
Este foca a sua análise, como o título indica, nos fenómenos de pobreza e exclusão social, traçando um perfil evolutivo de forma a problematizar os mesmos. Aqui é também apresentada, uma análise da evolução histórica da legislação produzida em Portugal (a partir da década de 80), no âmbito da proteção social em quatro áreas: Saúde, Habitação, Família e Justiça com especial ênfase para a proteção de menores em risco. No seu seguimento, pretendeu-se explicitar quais as tendências evolutivas nestas áreas e como é que essa legislação afetaria as políticas de intervenção ao nível dos conceitos anteriormente referidos (pobreza e exclusão social).
Brevemente, colocarei um post onde irei comentar o presente artigo. Neste sentido, o objetivo será elucidar-vos para a importância dos temas abordados no artigo, enquadrando-os com o tema do projeto que vos tenho apresentado, e com a cadeira em que este se insere.
Peço a vossa compreensão e paciência, pois a densidade e conteúdo do artigo obriga-me a demorar mais uma semana para o comentar.
Até para a semana =)

Margarida Piçarra Navalhinhas

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Intervention Project - changes ...


All projects have ups and downs, good phases and stages of countless bad ideas when it seems that everything is in stagnation. After a bad phase when it seemed that nothing happened like I had envisioned and it seemed everything stopped,I took a deep breath and thought, read and talked to some people about the subject and I   decided to change, I decided, not to leave my goals and my theme but to change the association I had chosen. The contacts with the association that I had chosen did not produce any fruits as I hoped and wished  and as I am from Évora, I decided to invest in my  homeland , in the city where I was born and live.
In Évora there is  an association called : “ Pão e Paz “( "Bread and Peace") which offers meals to poor people ,people that live in exclusion and even homeless. This association is allied to a Foundation, “ Fundação Terra Mãe “, (Mother Earth Foundation). This foundation has gone through many difficulties especially monetary.
Thus, as it is  still at an early stage of their social responses, it seems to me to be the right place to try to tackle  this issue of exclusion, linking it to poverty and hunger.
So, the main idea now is to visit the association, talk to the coordinator, try to understand problems, weaknesses, opportunities, threats, which  social responses are given ,who do they help, and the reason for the existence of this association.
 I expect
I hope this will be done this week, when I return to Évora this week.
In terms of project intervention and because the association in more focused on feeding people in situations of poverty and exclusion, I thought about creating a” social kitchen “  to respond about the issues of hunger, poverty and exclusion. This kitchen   would have a profitable part to make it sustainable (where the funds would revert to the association) and an educational / occupational training part  to people  whom the association provides assistance.
All this requires a trainer and a technique team. In the training team we could have a baker that would teach people (homeless or people in exclusion) how to cook and they could even cook in the social kitchen (which should have a stove for three people for example) and monitors that would help in the technical part and in the integration  of those people in the team.
In the technical team we would have a sociologist who would deal with all the matters concerning the project progress and other matters of housing and employment to the evolution of the target audience of the project in order to continue to include them in society along with a social worker and a psychologist .
All this requires funds, but first we would have to invest with the help of local newspapers and churches, making a public collection but also with the help of foundations and charitable associations that exist in the region.
After this investment it would be necessary to build  a tearoom where the people (that the association helps) would work, the idea would be: two hours to work on  his / her lunch or dinner that would be free  and that would be done in the social kitchen . The rest of the hours of work would be to cook with the help of a team trainer for the tea room that would serve the entire community of Évora and that would be served by these people in order to integrate them in the community and educate them not only to cook with what you have but  with what you have to spend and learn to live with what you have (a group going shopping with a budget and a monitor, another would make cakes, soups to everyone, etc.).
While all this was happening, the team would build a database with all the people that the association helps joining them into working groups (homeless, people in poverty, unemployed, etc.)  so that , and through interviews with candidates to find the "best way" to integrate them back into society (arranging home, job, etc.).

To achieve food to  all this, we would have to contact the Commercial Association of Agriculture, and make an appeal to the social responsibility of the firms  so that they  could give us some vegetables that would serve the people of  the association to cook  their food and then  even take it to their families. We might also ask cafes or supermarkets in the area to give us their leftovers so they could cook or even make a social responsibility agreement  with them social.
  As far as the food for the tea room is concerned ,it  would be purchased with the  money from the sales of the tea room  and the rest of the money would be for the association to decide, taking into account the needs of their beneficiaries.
This project seems to me to be viable and relevant , because besides having a profitable part , the city of Évora is a very centered and Restoration Services and these people would have the opportunity to experience this area.  If in the future all went well with profits and the people trained and educated in order to save and to monetize they could even receive with their work there, but that would be seen in the future. Until then, the staff trainer and the technical team would have a very important role , helping to build a more inclusive  and "smiley" future for these people  that desperately need help.
In terms of theoretical framework, I would detain on 4 key areas: social exclusion, the paradigm of world hunger, the social answers (in which INNOVATE is needed) and the issue of globalization (because there are already many areas of the globe where the social kitchen is already being carried out) to understand what can be learned from other countries.
Finally, I think this project has everything to do with the professorship  where it is inserted :  “Globalization, Social Justice and Human Rights”. Projects such as "social kitchen" already exist in many countries all over the
 world such as Brazil and even in Portugal, but in different shapes  than those that I want to present in my   project.  And what can we say about the issue of Social Justice, can this problem about  exclusion,  remain unsolved with  people still living in poverty, hungry and homeless in the XXI century, in the middle of this modern era ? How can people still live with hunger, without a job? And homeless?
 One of the basic needs is food, and it should be the first  to be  solved . To demonstrate the relevance of the study in this issue of the professorship about the Human Rights, I  present here  a quotation from the Universal Declaration of Human Rights - Article 25, which I had the opportunity of reading:
"Everyone has the right to an adequate standard of living, which guarantees, as well as your family, health and wellness, and especially food, clothing, housing, medical care and social services needed. "(Universal Declaration of Human Rights - Article 25).
To conclude, I have not changed the theme or the main goals and  objectives of my project,I have just adapted it to the needs of the time I have  to finish it and to the needs that know that exist in the area where I live and also to the  easier  and faster  contact with associations in this area that I know and  where I have always  lived.
I hope to have more news soon and if there is someone interested in suggesting something, just write :)

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Projecto de intervenção - mudanças...

Todos os projectos tem altos e baixos, fases boas de inúmeras ideias e fases más em que parece que tudo está em estagnação. Após uma fase má em que parecia que nada corria como eu tinha idealizado e em que parecia estar tudo parado, pensei e refletindo sobre conversas e leituras decidi mudar, decidi não deixar os meus objectivos e o meu tema mas mudar na associação. Os contactos com a associação que tinha escolhido não estavam a dar os frutos rápidos que desejava então, e como sou de Évora, decidi investir na minha terra, na cidade onde nasci e vivi.

Em Évora existe uma associação denominada "Pão e Paz" que oferece refeições a pessoas em situação de pobreza, exclusão e até sem-abrigos. Esta associação está aliada a uma Fundação, a Fundação Terra Mãe contudo tem passado por inúmeras dificuldades especialmente monetárias.
Assim, e estando ainda numa fase inicial das suas respostas sociais, parece-me ser o local indicado para tentar combater esta questão da exclusão associando-a à pobreza e à fome.
Posto isto, a ideia concreta será visitar a associação, falar com a coordenadora, tentar entender problemas, fragilidades, oportunidades, ameaças, quais as respostas sociais que dão, quem ajudam e o porquê da associação. Tudo isto será feito em principio, durante esta semana aquando o meu regresso a Évora esta semana.
Em termos de projecto de intervenção e, visto a associação estar mais focada na alimentação de pessoas em situação de exclusão ou pobreza, pensei em, e para dar resposta às questões da fome, pobreza e exclusão, criar uma "Cozinha Social". Esta teria uma parte lucrativa para tornar a mesma sustentável (em que os fundos reverteriam para a associação) e uma parte educativa/formativa e ocupacional para as pessoas a quem a associação presta auxílio.
 
Tudo isto necessitaria de uma equipa formadora e de outra técnica. Na formadora teríamos um pasteleiro que ensinaria às pessoas (sem-abrigo ou em exclusão) como cozinhar e as poria a cozinhar nessa cozinha (que teria de ter um fogão para três pessoas por exemplo) e monitores que ajudariam na parte técnica e de integração na equipa dessas pessoas que iriam cozinhar .
Na equipa técnica teríamos uma socióloga que trataria de todas as questões de evolução do projecto e das outras questões de alojamento e emprego para que a evolução do público-alvo do projecto continuasse de forma  às incluir na sociedade em conjunto com uma assistente social e uma psicóloga.
Tudo isto necessitaria de fundos, para isso teríamos primeiro de investir com a ajuda dos jornais locais e das igrejas, fazendo peditórios mas também com a ajuda de fundações e de associações de solidariedade social que existam na região.
Depois deste investimento era necessário construir por detrás do sitio onde se encontra a associação a cozinha social e um salão de chá para o qual as pessoas (que a associação ajuda) trabalhariam, a ideia seria, duas horas para trabalharem no seu almoço ou jantar que seria gratuito e feito na cozinha social e depois o resto das horas de trabalho seria para cozinharem, com a ajuda da equipa formadora, para o salão de chá que serviria para toda a comunidade de Évora e que seria servido por estas pessoas de forma a integrá-las na comunidade e a educá-las não só a cozinharem com o que tem mas também a gastar o que tem e a saber viver com o que tem ( um grupo iria às compras com um orçamento e um monitor, outro faria bolos, outro sopas para todos, etc).
 
Enquanto tudo isto se passava, a equipa técnica trataria de construir uma base de dados das pessoas que associação ajuda integrando-as em grupos de trabalho (sem-abrigo, pessoas em situação de pobreza, pessoas desempregadas, etc) de forma a, e a partir de entrevistas com os candidatos encontrar o "melhor caminho" para os integrar de novo na sociedade (arranjando casa, emprego, etc).
 
Relativamente aos alimentos para tudo isto, teríamos de contactar a Associação Comercial da Agricultura apelando à responsabilidade social das empresas de forma a que nos dessem alguns vegetais que serviriam para as pessoas a quem a associação ajuda cozinharem a sua comida que depois levariam para eles mesmos e para as suas famílias. Poderíamos também pedir a cafés ou supermercados da zona que nos dessem sobras que dessem para eles cozinharem ou até mesmo fazer um contrato de responsabilidade social com eles.
 Quanto aos alimentos para o salão de chá, estes seriam comprados com o dinheiro da venda do mesmo e o resto do dinheiro seria para a associação deliberar tendo em conta as necessidades dos seus beneficiários.
Este projecto parece-me puder ser viável e pertinente de ser realizado, pois além de ter uma parte rentável, a cidade de Évora é uma cidade muito centrada nos Serviços e na Restauração e estas pessoas ficariam com a possibilidade de experiência nesta área alem de que, se no futuro corresse tudo bem e houvesse lucros e as pessoas estivessem formadas e educadas no sentido de poupar e rentabilizar até poderiam receber com o seu trabalho ali, mas isso seria visto no futuro. Até lá, o corpo técnico e formador teriam um papel muito importante na ajuda da construção de um futuro mais integrador e "risonho" para estas pessoas que tanto necessitam de ajuda.
Em termos de enquadramento teórico, iria deter-me em 4 pontos chave: a exclusão social, o paradigma da fome no mundo, as respostas sociais (nas quais INOVAR é necessário) e na questão da globalização (pois já existem muitas zonas do globo onde a cozinha social já está a ser realizada) para entender o que se pode aprender com outros países.
Por fim, penso que este projecto tem tudo a ver com a cadeira onde se insere, Globalização, Justiça Social e Direitos Humanos. Projectos como a "cozinha social" já existem em inúmeros paises do globo tais como Brasil e até mesmo em Portugal, contudo em formatos diferentes daqueles que eu estou a querer projectar com este projecto, depois a questão da Justiça Social, será justo este problema da exclusão não ser resolvido e pessoas viverem no limiar da pobreza, com fome e sem casa em pleno século XXI, em plena Era moderna de desenvolvimento? Será que é licito viver com fome? E sem emprego? E sem casa? Etc e etc.
Relativamente aos Direitos Humanos, uma das necessidades básicas é a alimentação, ela será das primeiras que tem de ser resolvida para estas pessoas em situação de exclusão ou de pobreza e também será das necessidades que, não estando resolvida poderá exclui-las cada vez mais. Para demonstrar a pertinência do estudo em relação a esta questão da cadeira que são os Direitos Humanos, apresento uma citação retirada da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Artigo 25, que tive oportunidade de ler num trabalho que consultei online:
“ Toda pessoa tem direito a um nível de vida adequada, que lhe assegure, assim como à sua família, a saúde e o bem-estar,e, de modo especial a alimentação, o vestuário, a habitação, a assistência médica e os serviços sociais necessários”. (Declaração Universal dos Direitos Humanos – Artigo 25).
Para concluir, não mudei o tema nem os objectivos do projecto, simplesmente o adequei às necessidades temporais que tenho para o concluir e ás necessidades que sei existirem na zona onde vivo e á maior facilidade em contactar com as associações desta zona que conheço e onde sempre vivi.
Espero brevemente ter mais noticias e se houver alguém interessado em sugerir algo é só escrever :)


Margarida Piçarra Navalhinhas

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Projecto de intervenção - Ponto de situação

Neste momento, o projecto sofreu inúmeras mudanças. Após reflexões e leituras chego à conclusão de que, e no contexto económico e social em que actualmente vivemos, poderá não ser viável construir projectos onde se tenham de utilizar muitos recursos, especialmente os económicos.


Assim, e tendo em conta o tema do meu trabalho: diminuir a exclusão social e aumentar a inclusão dos cidadãos em situação de exclusão na sociedade, decidi optar por pensar numa estratégia que se adaptasse ao contexto económico que vivemos.

A ideia foi estudar a associação CAIS na área das parcerias e apoios que esta realiza para se manter "viva" enquanto associação e para puder continuar a ajudar os que precisam. Para isso contactei a associação e espero resposta para a visita que irei realizar à associação de modo a entender como funciona, projectos futuros e como se constrói a rede de parceiros na associação de modo a entender no futuro quais os mais vantajosos para a mesma e assim para quem necessita da ajuda da associação.

Até segunda espero ter mais noticias sobre a visita à CAIS e sobre como irei desenvolver em termos práticos o projecto. Caso a visita não se realize até segunda passarei para o plano B e solucionarei o problema o quanto antes sendo que, o tema da exclusão social e diminuição da mesma se manterá em principio.

Margarida Piçarra Navalhinhas